Tempo (1993)
Tempo… existência
não existente,
Entidade
abstracta, inconsistente,
Ser – Não Ser, império
Incompreensível,
intocável mistério.
Tempo –
catacumba de um passado
Longínquo
Invólucro de um
futuro
Que ecoa
Num Agora de
sino adiantado.
Uma inequívoca e
infinita iniciação
Algo ilimitado,
pura des-reflexão.
Tempo… quem
sabe?
Invenção de um
homem sequioso,
Covarde homem
face a um vazio,
Covarde de pavor
perante a anulação.
A anulação de
si, do aqui.
Sob o olhar
atento do Céu,
Sob o escutar
perspicaz do vento,
Perante a
imensidão de um mar
Dolente,
carente…
O tempo passa
Para não mais
voltar
Passa e não volta!
O sussurrar da
brisa o revela,
Em esbatimento
de luz quando sombra.
Em fulgor de
sombra quando luz.
Mas o tempo
passa
Para não mais
voltar
Passa e não
volta!
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