quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A realidade?


Pranto fugaz

Por vezes dizemo-nos as maiores das barbaridades
num pranto fugaz
vindo (sabe-se lá de onde?)
num segundo de dor espinhosa
que esmaga a dureza do chão quebrado
e se afunda no âmago do que somos.
Mas isso não quer dizer que não te ame de morte
e p'ra vida, meu amor.
Abraça-me,
agora que nos calámos.
Eu sei que me gostas –
e sabe sempre tão bem esse beijo de paz.

 

A realidade?

A realidade?

Conheço-a muito bem, muito obrigada;

mas não gosto.

Se fui abençoada com a capacidade de criar,

por que não domesticá-la?

Isso, sentadinha, aí.

Tchiu! Caladinha.

Quem manda na minha felicidade sou eu.

 
Conceição Sousa in "Podes ir, mas não sem antes voltar."

Sem comentários:

Enviar um comentário