Em um castelo frágil (18.07.1995)
Em um castelo
frágil de areia
Construí meus
sonhos de criança
Doces, que nem a
fruta já madura
Ternos, que nem
o olhar de uma mãe
Lindos,
profundos, sentidos.
A névoa matinal
protegia-os
Com seu véu
opaco de orvalho
E o som uivante
dos navios
Perpetuava-os em
ilhas longínquas.
Acalentava-os o
calor desértico
E as carícias
das calmas marés.
Mas eis que uma
vaga irascível
Se ergue no
salgado do crepúsculo
E com sua força
cruel, irreprimível
Destrói o
castelo, o sonho, a ternura do olhar.
E o que
resta?... Uma ilusão apagada
Um não mais
escutar…
Conceição Sousa in "Eu ou Ela?"
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