O que
me move
É o
Amor
Pelos
meus rebentos
E todos
os rebentos
Que um
dia hão-de pensar:
-Oh mãe
! P’ra onde foste ?
Vem me
buscar.
Não
venho buscar, não.
Estou
nestes versos, aqui.
Renasce
das cinzas
Luta
com os teus “eus”
Afasta
as tuas mágoas
Perdoa
os teus enganos
Recomeça
de novas águas
Apega-te
ao teu Deus
Confia
no próprio dano
E não
baixes o pano!
O que
me move
É o
Amor
Pelo
meu imperador
E todos
os imperadores
Pelo
meu sorrir
E todos
os sorrires
Pela
minha flor
E todas
as flores.
Pela
ternura com que os crio
Pela
doçura com que os amo
Um dia
hão-de me inquirir:
-Oh
mãe! Por onde hei-de sair?
Não
saias. Fica.
Agarra-te
a ti, à tua consciência
Enfrenta-te
e à tua demência
Dialoga
contigo e com o teu carrasco
Arruma
os atritos na prateleira
A
angústia do ontem a um canto
Começa
do zero, inspira-te
Perdoa-te
como a um santo
E
manobra na vida o mastro
Veleja
na luz da tranquilidade
Agarra-te
à minha saudade.
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