É o
Amor
Que me
move
Aos
meus pais
A todos
os pais
Que na
vida tudo dão
O
sacro-ofício dos seus exércitos.
Quero
dizer-lhes que merecem
Pois
têm varinha de condão
Quero
mostrar-lhes a pena valer
O
investimento num filho ser
Quero
presenteá-los na paciência
Com que
choram suas dores
Na
criação de todos os amores.
Quero
dizer-lhes
Que os
amo até mais não
Que
agradeço a sua bênção
O acto
do meu existir
O
carinho do meu dormir
A
vontade do meu despertar.
O que
me move
É o
Amor
Aos
meus progenitores
A todos
os progenitores.
Quero
que olhem para mim
E
tenham alegrias sem fim
Que
vivam neste entardecer
O eco
de todo o seu viver
Que
sintam na plenitude
Esta
centelha de felicidade
E a
transformem em juventude
Quero
que pensem amiúde
Que é
bom cá estar
Mesmo
que o corpo se arraste
Quero
que sintam vontade
Em
respirar…
Olhem
para mim
E
atrevam-se a sonhar.
Mesmo
que as dores abainhem
- Como
espadas na carne -
Olhem
para nós
Filhos
de vós
E
sorriam p’ra lá do fim
P’ra cá
da voz.
O que
me move
É o
Amor
O amor
a Deus
O
Cria(dor)
Pois
sem a dor
Não há
Amor
E Amor
é Deus
Deus
não tem forma
É
energia
Cabe em
nós
De
alegria
Está
sempre cá
E toda (via)
Toda a
vida buscamos lá.
O que
me move é o Amor
E amor
sou Eu.
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