segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O que me move ( ainda...)


É o Amor

Que me move

Aos meus pais

A todos os pais

Que na vida tudo dão

O sacro-ofício dos seus exércitos.

Quero dizer-lhes que merecem

Pois têm varinha de condão

Quero mostrar-lhes a pena valer

O investimento num filho ser

Quero presenteá-los na paciência

Com que choram suas dores

Na criação de todos os amores.

Quero dizer-lhes

Que os amo até mais não

Que agradeço a sua bênção

O acto do meu existir

O carinho do meu dormir

A vontade do meu despertar.

 

O que me move

É o Amor

Aos meus progenitores

A todos os progenitores.

Quero que olhem para mim

E tenham alegrias sem fim

Que vivam neste entardecer

O eco de todo o seu viver

Que sintam na plenitude

Esta centelha de felicidade

E a transformem em juventude

Quero que pensem amiúde

Que é bom cá estar

Mesmo que o corpo se arraste

Quero que sintam vontade

Em respirar…

Olhem para mim

E atrevam-se a sonhar.

Mesmo que as dores abainhem

- Como espadas na carne -

Olhem para nós

Filhos de vós

E sorriam p’ra lá do fim

P’ra cá da voz.

 

O que me move

É o Amor

O amor a Deus

O Cria(dor)

Pois sem a dor

Não há Amor

E Amor é Deus

Deus não tem forma

É energia

Cabe em nós

De alegria

Está sempre cá

 E toda (via)

Toda a vida buscamos lá.

O que me move é o Amor

E amor sou Eu.

 
Conceição Sousa in "pontas soltas:nós"

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