sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Fósseis


Fósseis

Qual deles, universos paralelos, escolho?

Qual delas, vidas cintilantes, percorro?

Nem sempre o estrato debaixo de é dispensável...

há fósseis e rochas radioactivas
a comprovarem-nos o chão daquela era,
extinta em espécie e massa,

sabe-se lá por qual cataclismo.

E as fendas recortam estratos,
as falhas golpeiam o trabalhar do tempo,
mostram-nos que é sempre bom ajudar os filhos a estudar,
pois, de repente, lá sai um poema a deslizar à deriva,
uma espécie de pangeia fragmentada
a mover-se no magnetismo das placas tectónicas
que encaixam e desencaixam, também icebergs, s
empre ao som de um sermão, amor.
Corais? O eterno vestígio da tua passada.                          
De todas as cores o rubro ainda é a mais amada.
Ai de ti se não passas mais esta prova com excelência!  
Dói-me a garganta.                                          
Raios partam mais esta fenda.                           
Tão belo este caminho.                                           
É só uma a porta, como vês.
Conceição Sousa in "Um Doce Travo a Fel"

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