Fósseis
Qual deles, universos paralelos, escolho?
Qual delas, vidas cintilantes, percorro?
Nem sempre o estrato debaixo de é dispensável...
há fósseis e rochas radioactivas
a comprovarem-nos o
chão daquela era,
extinta em espécie e massa,
sabe-se lá por qual cataclismo.
E as fendas recortam estratos,
as falhas golpeiam o trabalhar do tempo,
mostram-nos que é sempre bom ajudar os filhos a estudar,
pois, de repente, lá
sai um poema a deslizar à deriva,
uma espécie de pangeia fragmentada
a mover-se
no magnetismo das placas tectónicas
que encaixam e desencaixam, também
icebergs, s
empre ao som de um sermão, amor.
Corais? O eterno vestígio da tua passada.
Corais? O eterno vestígio da tua passada.
De todas as cores o rubro ainda
é a mais amada.
Ai de ti se não passas mais esta prova com excelência!
Ai de ti se não passas mais esta prova com excelência!
Dói-me a garganta.
Raios
partam mais esta fenda.
Tão belo este
caminho.
É só uma a porta, como vês.
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