Berlindes
Eu queria embalar as
tuas luas,
bordá-las num colar ao peito,
para que nunca a sua luz se soltasse
em berlindes por outros universos,
e te abandonasse nas trevas, meu filho,
de um estar vazio de mãe.
Coloco-te este colar, com as minhas próprias mãos,
só visível para nós,
os nossos sonhos, que ainda bordo,
nas letras com que remendo as brechas do teu coração:
amor de mãe, calor de pai, amparo de irmão.
Segura-te, meu filho, à corrente de vida,
o luar da família, a sagrada união.
bordá-las num colar ao peito,
para que nunca a sua luz se soltasse
em berlindes por outros universos,
e te abandonasse nas trevas, meu filho,
de um estar vazio de mãe.
Coloco-te este colar, com as minhas próprias mãos,
só visível para nós,
os nossos sonhos, que ainda bordo,
nas letras com que remendo as brechas do teu coração:
amor de mãe, calor de pai, amparo de irmão.
Segura-te, meu filho, à corrente de vida,
o luar da família, a sagrada união.
O certo seria
aqueles olhos tão ternos
que nos receberam e acompanharam,
que nos olharam de cima, e em baixo ficaram,
poderem levar-nos pela mão até ao fim –
e entregarem-nos ao sono
sem nunca sentirmos a derradeira sensação de abandono.
Conceição Sousa in "Podes ir, mas não sem antes voltar."
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