Naquele instante em que te pensas apagar
Esvais-te na pele, cacto, roçando ao de leve
Queima cá dentro, arde ao toque - név(o)a.
Na orelha mordo minha vontade de nós
Nu(n)ca é o erógeno
onde te saboreio
Arranhas no sempre, em rubor, minha voz
Tua barba arrepia loucura sedenta de dor
E na dureza de teu meigo rastejar
Amplio meu desejo pelo fruto encolhido.
O peito arfa faminto em selvática guerra
O coração em batida retira e alcança
No ventre a noite trepa o cobre
Da dança no amor rasgado e ferido.
Quando os movimentos fogem, escorrendo,
Labaredas de fogo incendeiam húmidos corpos
E as correntes ejaculam elos apartados
Fundem-se em mornos abraços lentos
Suaves beijos percorrem o devastado mato.
E o tempo de matar é findo acto: amo-te.
Mato-me.
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