é hora de
é hora da ternura entre os teus braços, doce loucura, amor.
é hora de dizer "amo-te" num beijo lento, bem regado, sem
tento.
é hora do prazer a mim confiado, desflorado, e de p'ra sempre amar-te,
danado.
é hora da emoção contida em teu coração – de fechar portas ao não.
é hora do afagar cálido de língua no corpo dorido à míngua.
é hora do tesão, meta arrastada no tempo da brava sedução.
é hora de calar o nunca que dormia na voz do sempre, vadia.
é hora do lacrimejar salgado na pele rasgada do vento estuprado.
é hora de me amares sem dó no ventre que te dou a ti, e só.
é hora de fazer amor contigo e de me suares no tempo perdido.
é hora, amor, é hora do consumido, querido.
é hora de deixares de te sentir ferido.
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