Anda… vem…
Dói… saber-me aí sonhar-te aqui
Dói… saberes-te aqui sonhares-me aí
Fere-nos o
desencontro de nos sabermos
Magoa-nos o desalento de nos sonharmos.
Sabes-me a rio em lago sustido
Sei-te em vítreo aquário contido.
Outros mudam-te as turvas águas
Outros, que não tu, esvaziam-te de ti
Outros, que não tu, enchem-te de ti.
Sonho-te rio não barragem do mundo
Sonho-me teu mar no horizonte profundo.
Sei-te sôfrego em suor escorrido
Sei-te arfar vulcânico - meu doce gemido.
Sentes-me? Sente-me…
Saboreio teu envolver no lençol de mim
Sorvo - no deslizar meu -a mágoa sem fim
Chamas-me? Chama-me. Chamo-te:
Anda… vem…
Lava-me em labaredas de apedrejadas carícias
Mostra-te erupção premente - interditas malícias.
Mas não malditas.
Anda… vem…
Consome-te nas curvas da abjecta paixão
Consome-me ainda mais consumida.
Sacia-te nos vales - animalesca emoção.
Lava-me de mim em nós chama de magma.
Extingue nosso dorido fogo, peço-te:
Anda… vem…
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