É pelo
ouvido
É pelo ouvido que a língua te toca,
névoa de
lugar incerto.
É pela pele que arrepias caminho e me dizes,
É pela pele que arrepias caminho e me dizes,
a mim que a habito,
o tacto da tua
palavra.
E no sopro em que me assaltas o suspiro,
E no sopro em que me assaltas o suspiro,
aguardas uns segundos,
gemido hirto.
E
eu pergunto-te,
sustida nas bocas abertas,
em qual fundo está a origem do eco:
– Onde estás
– Onde estás
que não te chego,
habitante de todo o lado?
Conceição Sousa in "Podes ir, mas não sem antes voltar"
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